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Super Drags | Crítica da primeira temporada. Confira!

9.11.18
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“Aquenda”! É hora de montar! Sim, esta alusão a Power Rangers é usada na nova série da Netflix, chamada Super Drags.


Bom, nesta sexta-feira (09), a NETFLIX, maior plataforma de streaming do mundo, lançou sua nova animação, chamada Super Drags. Antes mesmo de sua estreia, o desenho já estava causando nas redes sociais, devido as heroínas serem drag queens.

Por se tratar de uma animação/desenho, muitos pais ficaram preocupados com o que os filhos iriam assistir na plataforma e no como a nova produção iria aparecer no catálogo. A Sociedade Brasileira de Pediatria junto a outros órgãos que defendem a “integridade” da criança, entraram com um pedido de cancelamento da série, mas a Netflix ressaltou que Super Drags é direcionada para adultos e não para crianças. Cá entre nós, isso fica bem explícito no primeiro episódio. Pra ser bem específico, na primeira cena da série”.

Super Drags


Super Drags é uma série criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut. A trama apresenta as aventuras de Donny, Patrick e Ralph, que durante o dia trabalham em uma loja de roupas e a noite se transformam em Scarlet Carmesim, Lemon Chifon e Safira Cian. Elas são TRÊS drags que protegem a comunidade LGBT dos crimes que acontecem na cidade. Junto delas estão Goldiva, dublada pela cantora Pabllo Vittar e Vedete, dublada por Silvetty Montilla.

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Fernando Mendonça, Silvetty Montilla, Marcelo Pereira, Pabllo Vittar, Anderson Mahanski (no chão), e Paulo Lescaut. Foto: Ernnacost / Netflix

Ao contrário das demais séries com super-heróis que estamos acostumados a assistir, onde são bons moços que salvam o mundo de toda e qualquer catástrofe, Super Drags está longe de ser assim, modelos exemplares de heroínas. São personagens com um vocabulário sujo, piadas e alusões extremamente sexuais, além das cenas serem explícitas demais.

Como dito no início do post, logo na primeira cena, onde aparece um veado (animal) comendo um mato em formato de pênis ou pinto, como você quiser chamar, dá para perceber que a série jamais seria destinada aos nossos pequeninos.

Super Drags, ao meu ver, não foi criada para militar (embora seja uma forma de representatividade). O foco principal foi a comunicação com o público LGBT, principalmente da internet, mais especificamente do twitter, que é considerado por muitos como o vale dos homossexuais, onde vários dialetos são usados, trazendo um pouco de humor para a série. Por exemplo: “é união que você quer, @?", "Manas", "Pocs" e por aí vai.



No decorrer dos episódios, que por sinal são CINCO, cada um com aproximadamente 25 minutos, é possível notar várias críticas sobre homofobia (preconceito), mídia (como ela é usada para disseminar o ódio ao público LGBT), padrões impostos pela sociedade (separação entre coisas de menino e coisas de menina), dentre outras questões que estamos cansados de vivenciar no dia-a-dia. Inclusive, a série faz alusões a vários desses assuntos.

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Referências


Super Drags é cheia de referências (alusões) a assuntos que estão presentes no dia de hoje.  Um deles é sobre o meme de várias crianças se chamarem Enzo e Valentina. Outro é sobre a CURA GAY, onde um grupo de religiosos promovem o tal remédio. Tem até um caso que um personagem, cansado de ser xingado pelo pai por não ser o que ele queria, resolve ir atrás do tal “remédio” e é quase que torturado.

Além dos assuntos, a animação também faz alusão a desenhos que já conhecemos. Se você, como eu, não ia para a escola enquanto não terminasse TV Globinho ou SBT, vai perceber que Super Drags foi inspirado em “Três Espiãs Demais”, “As Meninas Super Poderosas”, “Sailor Moon”, “Power Rangers” e até “Dragon Ball Z”, o que pode causar polêmica e incomodar muita gente, já que os desenhos eram bem infantis e nesta produção estão bem adultos, afinal, a série é para adultos.

16 anos pode se considerar adulto, gente? Tô confuso!

Roteiro


Por ser uma série curta, CINCO episódios como eu disse, o roteiro ficou show e, provavelmente, cada dublador foi escolhido a dedo para cada personagem se concretizar. Pabllo Vittar, que dubla a cantora Goldiva, tem seu destaque maior por já ser da mídia, podemos dizer assim e dessa vez foi longe demais. Não podemos tirar o mérito dos dubladores dos outros personagens, que se entregaram ao máximo, claro.



Super Drags - Opinião final sobre a série


Resumindo, Super Drags é uma ótima série para quem quer se distrair com os amigos ou sozinho mesmo. Eu, Ruan, por mais que tenha “gostado”, achei um pouco apelativa, porque parece querer fazer com que a sociedade engula que o público LGBT é assim, com vocabulário sujo, escandaloso, só pensa em se expor e em sexo. E sabemos que não é bem assim, né?

No mais, como no dialeto, Super Drags é um CLOSE CERTO!

E aí, assistiu a série? Gostou? Concorda com o que foi dito aqui no post? Não? Então vamos debater nos comentários! Vou adorar saber a sua opinião.

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Com CULTURA, Ruan Morais!

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